terça-feira, 24 de novembro de 2009

Matisse. Nostalgia e emoção.


Eu amo Matisse. Adoro.
Ir à exposição do Matisse no seu último fim de semana foi como o último desejo de alguém que está indo pra sempre: eu tinha que fazer isso.
Tudo bem que na estatística fiquei com a galera do "deixei pra última hora"... nem ligo.
A fila era enorme, mas nada que um bom papo não fizesse aquilo parecer meros segundos.
A exposição estava magnífica. Claro, eu teria feito algumas mudanças, acho que devia ter feito curso para curadoria pois levo jeito para isso. Um retoque aqui e outro detalhe ali, estaria tudo perfeito, digno de uma Patricia Geller.
Claro que isso passa rápido. Um pequeno ajuste crítico e tudo ficou no segundo plano. Matisse era o mais importante ali.


Suspirei inúmeras vezes. Fiquei paralizada outras vezes. Tudo lindo. Excepcional.
Me lembrou minhas aulas na faculdade, onde tinha que reproduzir as colagens de Matisse. Por que foi mesmo que eu joguei fora? Poxa.
Me lembrei da turma toda, das aulas, da empolgação e do meu orgulho em dizer sempre que me perguntavam: SIM, faço Artes Plásticas. E vou fazer novamente na próxima encarnação, vou sim.


Matisse é um artista surpreendente. Foi emocionante perceber a evolução de seu trabalho, seu traço, personalidade e estilo. Ver como nasceram os arabescos em seus desenhos, que depois foram parar nas pinturas e depois nas colagens. Ver que ele manteve sua linha criativa, em torno do mesmo estudo sempre.


Chorei. Sou extremamente sensível quando o assunto é arte e Matisse me fez um bem danado.


Pri, obrigada pela companhia. Eu tinha esquecido que sua mãe deu aula de artes pra minha irmã... e que você vive nesse mundo como eu, rs.

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