Muitas e muitas vezes eu me escondi no vão livre do Masp. Era até certa ocasião o meu esconderijo. Se eu precisava ficar sozinha, ver o mundo passar numa vitrine ou ouvir vozes desconhecidas, lá estava eu. Sentada naqueles bancos duros e desconfortáveis fazendo nada.
Algumas vezes eu ficava horas e horas ali e quando percebia as cores do céu haviam mudado de cor. Horas mágicas.
Sem falar na minha admiração por esse lugar com sua arquitetura e beleza colorindo a avenida Paulista, suas exposições quilométricas, seus eventos no vão livre e a feirinha de antiguidades.
Pois agora o MASP será o meu vizinho. Vou morar ali, no quintal desse lugar lindo. Pertinho, pertinho. Vou olhar para ele todos os dias e isso pra mim tem um preço muitíssimo especial: vou morar perto das coisas que gosto. E bem mais perto das pessoas que eu amo.



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